A CIDADE DE AREIA

REBELIÃO PRAIEIRA

A queda do Gabinete Liberal, em 1848, provocou em Pernambuco uma luta armada que teve início em Recife e terminou na Paraíba, em Areia. Essa rebelião, que recebeu o nome de “Praieira” por causa de um clube que os conspiradores mantinham na Rua da Prai, foi prontamente sufocado em Pernambuco logo no início de 1849. Batendo em retirada os rebeldes praieiros dividiram-se em duas colunas – uma delas toma o rumo de Alagoas e a outra, mais numerosa, marcha sobre a Paraíba depois de atravessar Igarassu, Goiana e Itambé perseguida pelas tropas do tenente-coronel Feliciano Falcão.

Desistindo do seu intento de entrar na capitania paraibana, os rebeldes escolheram Areia como centro de suas operações bélicas não apenas por ser a localidade que oferecia melhores condições estratégicas, devido a sua posição topográfica como pelos expressivos valores humanos que lá contava o partido liberal.

De fato os liberais de Areia, movidos pelo idealismo e solidariedade partidária acolheram-nos fraternalmente. Figuras que gozavam do mais alto conceito local sacrificaram suas posições e recursos em prol de uma causa praticamente perdida. Entre outros se destacaram os nomes do Dr. Maximiano Lopes Machado, juiz, delegado de polícia e ao mesmo tempo deputado provincial, o tenente-coronel Joaquim José dos Santos Leal, político influente e comandante superior da Guarda Nacional, o major Joaquim Gomes da Silva subcomandante da referida corporação militar, o tenente-coronel Antonio José de Lima, coletor das rendas gerais do município, Luis Vicente de Borges, advogado, homem rico, ex-deputado em mais de uma legislatura e o Pe. José Genuíno de Holanda Chacon, coadjutor da freguesia.

Entrincheirados na cidade prepararam a resistência. No dia 21 de fevereiro de 1849 travou-se a última batalha da “Revolução Praieira” em solo areiense. Após várias horas de combate contra as tropas imperiais os insurretos praieiros são afinal derrotados encerrando um dos mais dramáticos episódios de nossa história.

Medidas de represália foram tomadas pelo comandante das forças legais, Feliciano Falcão, e muitas arbitrariedades foram cometidas em Areia. Todavia, quase todos os areienses envolvidos na malograda conspiração conseguiram escapar.
Restabelecida a ordem todas as autoridades de Areia foram substituídas.



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